Esta matéria é exclusiva para assinantes da revista Exame.
Se você é assinante e cadastrado no Passaporte Abril, preencha os seus dados aqui para ver a íntegra do texto:
Ainda não se cadastrou no Passaporte Abril?
Faça isso agora
Assine a Exame e tenha acesso irrestrito ao seu conteúdo na Internet.
Das cinco rodovias que o governo paulista deve leiloar até agosto, duas são particularmente importantes para a estratégia da CCR: as que formam o sistema Ayrton Senna/Carvalho Pinto (SP-070). Partindo da capital paulista, elas acompanham por 113 quilômetros a rodovia Dutra, já administrada pela CCR, até juntar-se à mesma na cidade de Taubaté. Com pedágios mais baratos após a privatização, o sistema deve absorver parte do tráfego que segue atualmente pela Dutra. Por isso, caso perca a disputa, a CCR corre o risco de ver parte de sua clientela migrar para a concorrência, segundo a Fator Corretora.
Na Dutra, o pedágio hoje é de 7,80 reais. Na Ayrton Senna/Carvalho Pinto, o preço vai de 4,60 a 8,10 reais, de acordo com a praça. O mercado e o governo paulista esperam consórcios tão agressivos no leilão quanto os que arremataram as rodovias federais em outubro e o Rodoanel em março. A Fundação Dom Cabral estima que a licitação deva reduzir de 10% a 15% a tarifa de pedágio nessas rodovias ( null ). Se a previsão se confirmar, os preços poderão baixar para 4,15 a 7,30 reais, conforme o trecho do sistema. A diferença, tentadora, pode levar os veículos a mudarem de curso. Por isso, os analistas esperam que a empresa seja agressiva ao disputar essas rodovias. Vencer significará controlar uma importante rota de fuga da Dutra - minimizando o prejuízo.
