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Brasil e EUA não são concorrentes, diz gigante americana do etanol

| 05/06/2007

Executivo da maior produtora de etanol dos Estados Unidos afirma que os dois grandes produtores de álcool equilibrarão a economia mundial

 

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Por Larissa Santana

exame

"Somos a maior companhia de bioenergia do mundo". Foi assim que John Rice apresentou aos usineiros brasileiros a empresa da qual é vice-presidente, a americana Archer Daniels Midland Company (ADM). Convidado para participar de um encontro sobre etanol, Rice fez no Brasil o discurso de quem não se deixa intimidar pela experiência brasileira na produção de álcool. Afinal, a ADM lidera a produção mundial de etanol, com operações em 60 países que geram 4 bilhões de litros do combustível por ano - até 2009, esse volume deve chegar a 6 bilhões de litros. Como comparação, a Cosan, maior produtora brasileira de açúcar e álcool, chegou ao final de seu terceiro trimestre fiscal (período de novembro de 2006 a janeiro de 2007), com vendas acumuladas de 1,023 bilhão de litros de álcool.

Apesar de ostentar o tamanho - no ano passado, o faturamento foi de 36 bilhões de dólares - a ADM não quer comprar uma briga com o Brasil. "Nossa produção se complementa, Brasil e Estados Unidos garantem a segurança do mercado", diz Rice. Aqui, a empresa já possui 4 unidades de processamento de soja, e inaugura em agosto uma unidade de produção de biodiesel, ao custo de 20 milhões de dólares. Leia abaixo a entrevista concedida por Rice a EXAME.

EXAME - O Brasil é considerado referência da indústria do etanol, mas os Estados Unidos vêm trabalhando para se tornarem mais competitivos. Como a ADM vê essa disputa pelo mercado mundial?

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