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Conheça os melhores e os piores portos do Brasil

 | 23.11.2007

Estudo do Coppead aponta os principais problemas em cada porto

 

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Por Flávio Viégas

EXAME 

O mais recente diagnóstico sobre os principais portos do Brasil, elaborado pela equipe do Centro de Estudos em Logística do Instituto de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CEL/Coppead/UFRJ), não é nada animador. O levantamento, coordenado pelo professor Paulo Fernando Fleury, apontou as principais deficiências e dificuldades de cada porto, na avaliação dos usuários.

De acordo com o estudo, o porto mais bem avaliado do país é o terminal marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão. Numa escala de 0 a 10, Ponta da Madeira, que é operada pela Companhia Vale do Rio Doce, recebeu nota 9,3. Afinal, é o único no país que possui calado profundo o bastante – entre 21 e 23 metros – para receber e carregar o maior graneleiro do mundo, Berge Stahl, de bandeira norueguesa, com capacidade para transportar quase 365 000 toneladas.

No outro extremo, um dos portos menos bem avaliados pelos usuários é o de Santos. O maior porto da América Latina, responsável por 26% do comércio exterior do Brasil, recebeu nota 5,7 dos usuários. O calado de Santos tem entre 12 e 14 metros de profundidade.

A seguir, veja os principais números do estudo do CEL/Coppead:

Os portos com melhor avaliação

Nota média, de 0 a 10

  1. Ponta da Madeira (MA) – 9,3
  2. Tubarão (ES) – 9,0
  3. Suape (PE) – 8,3
  4. Angra dos Reis (RJ) – 7,8
  5. São Sebastião (SP) – 7,5

Os portos com pior avaliação

Nota média, de 0 a 10

  1. Salvador (BA) – 5,1
  2. Vitória (ES) – 5,4
  3. Fortaleza (CE) – 5,7
  4. Santos (SP) – 5,7
  5. Rio de Janeiro (RJ) – 6,1

Os principais problemas dos portos brasileiros

Na opinião de embarcadores

  1. Acesso rodoviário – 53%
  2. Infra-estrutura/armazenagem – 51%
  3. Porto saturado – 51%
  4. Calado – 43%
  5. Acesso ferroviário – 36%
  6. Equipamentos – 28%
  7. Tecnologia da informação – 25%

Os principais problemas em cada porto

Opinião dos embarcadores (% de usuários que citaram cada problema)

Angra dos Reis (RJ)

Calado – 67%

Aratu (BA)

Janela de atracação de navios – 83%

Fortaleza (CE)

Acesso rodoviário – 67%

Calado – 67%

Infra-estrutura de armazenagem – 67%

Problemas com avarias – 67%

Tarifa – 67%

Equipamentos – 67%

Imbituba (SC)

Baixa freqüência de navios – 100%

Itajaí (SC)

Porto saturado – 79%

Paranaguá (PR)

Janela atracação de navios – 75%

Ponta da Madeira (MA)

Acesso ferroviário – 67%

Gastos com demurrage – 67%

Praia Mole (ES)

Infra-estrutura de armazenagem – 100%

Mão-de-obra – 100%

Tecnologia de informação – 100%

Rio de Janeiro (RJ)

Acesso rodoviário – 64%

Rio Grande (RS)

Janela de atracação de navios – 78%

Salvador (BA)

Acesso rodoviário – 76%

Santos (SP)

Porto saturado – 72%

São Francisco do Sul (SC)

Acesso rodoviário – 65%

São Sebastião (SP)

Infra-estrutura de armazenagem – 75%

Sepetiba (RJ)

Acesso rodoviário – 60%

Indisponibilidade de rotas de navios – 60%

Suape (PE)

Baixa freqüência de navios – 50%

Janela de atracação de navios – 50%

Tubarão (ES)

Equipamentos – 50%

Porto saturado – 50%

Vitória (ES)

Acesso rodoviário – 88%

Infra-estrutura de armazenagem – 88%

Os portos brasileiros que devem ter prioridade para receber investimentos

Na opinião de armadores e agentes

  1. Santos (SP) – 66,7%
  2. Rio de Janeiro (RJ) – 50%
  3. Rio Grande (RS) – 50%
  4. Itajaí (SC) – 33%
  5. Paranaguá (PR) – 33%
  6. São Francisco do Sul – 33%
  7. Itaqui (MA) – 17%
  8. Sepetiba (RJ) – 17%

Fonte: Pesquisa CEL/Coppead 2007

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