O mais recente diagnóstico sobre os principais portos do Brasil, elaborado pela equipe do Centro de Estudos em Logística do Instituto de Pós-Graduação em Administração da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CEL/Coppead/UFRJ), não é nada animador. O levantamento, coordenado pelo professor Paulo Fernando Fleury, apontou as principais deficiências e dificuldades de cada porto, na avaliação dos usuários.
De acordo com o estudo, o porto mais bem avaliado do país é o terminal marítimo de Ponta da Madeira, no Maranhão. Numa escala de 0 a 10, Ponta da Madeira, que é operada pela Companhia Vale do Rio Doce, recebeu nota 9,3. Afinal, é o único no país que possui calado profundo o bastante – entre 21 e 23 metros – para receber e carregar o maior graneleiro do mundo, Berge Stahl, de bandeira norueguesa, com capacidade para transportar quase 365 000 toneladas.
No outro extremo, um dos portos menos bem avaliados pelos usuários é o de Santos. O maior porto da América Latina, responsável por 26% do comércio exterior do Brasil, recebeu nota 5,7 dos usuários. O calado de Santos tem entre 12 e 14 metros de profundidade.
A seguir, veja os principais números do estudo do CEL/Coppead:
Os portos com melhor avaliação
Nota média, de 0 a 10
Os portos com pior avaliação
Nota média, de 0 a 10
Os principais problemas dos portos brasileiros
Na opinião de embarcadores
Os principais problemas em cada porto
Opinião dos embarcadores (% de usuários que citaram cada problema)
Angra dos Reis (RJ)
Calado – 67%
Aratu (BA)
Janela de atracação de navios – 83%
Fortaleza (CE)
Acesso rodoviário – 67%
Calado – 67%
Infra-estrutura de armazenagem – 67%
Problemas com avarias – 67%
Tarifa – 67%
Equipamentos – 67%
Imbituba (SC)
Baixa freqüência de navios – 100%
Itajaí (SC)
Porto saturado – 79%
Paranaguá (PR)
Janela atracação de navios – 75%
Ponta da Madeira (MA)
Acesso ferroviário – 67%
Gastos com demurrage – 67%
Praia Mole (ES)
Infra-estrutura de armazenagem – 100%
Mão-de-obra – 100%
Tecnologia de informação – 100%
Rio de Janeiro (RJ)
Acesso rodoviário – 64%
Rio Grande (RS)
Janela de atracação de navios – 78%
Salvador (BA)
Acesso rodoviário – 76%
Santos (SP)
Porto saturado – 72%
São Francisco do Sul (SC)
Acesso rodoviário – 65%
São Sebastião (SP)
Infra-estrutura de armazenagem – 75%
Sepetiba (RJ)
Acesso rodoviário – 60%
Indisponibilidade de rotas de navios – 60%
Suape (PE)
Baixa freqüência de navios – 50%
Janela de atracação de navios – 50%
Tubarão (ES)
Equipamentos – 50%
Porto saturado – 50%
Vitória (ES)
Acesso rodoviário – 88%
Infra-estrutura de armazenagem – 88%
Os portos brasileiros que devem ter prioridade para receber investimentos
Na opinião de armadores e agentes
Fonte: Pesquisa CEL/Coppead 2007

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