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Estão de olho na sua empresa e esta é uma ótima notícia

Nunca as pequenas e médias empresas estiveram no centro de tantas fusões e aquisições como agora -- ou comprando ou sendo compradas. Entenda por que este pode ser o momento ideal para o avanço de seus negócios
 
Por Guilherme Fogaça | 13/03/2008

Nos últimos meses, tem aumentado muito o número de pequenos e médios empresários que colocam, na mesa de negociação, aquilo que mais desejaram ter -- a própria empresa. O paulista Márcio Bonagura, de 34 anos, fundador da Bonagura, especializada na terceirização de serviços contábeis e financeiros, fez isso. No final do ano passado, depois de estudar diversas possibilidades de expansão para a empresa, que faturava então 18 milhões de reais por ano, ele concluiu que a melhor opção era também a mais extrema -- vender. Bonagura cumpriu a primeira etapa desse processo. Aceitou uma proposta da catarinense Datasul, à qual vendeu o direito de propriedade intelectual de seus softwares. Também firmou um contrato de intenção de venda da própria Bonagura, prevista para ser concluída já no próximo ano.

Cresceu também a quantidade de pequenas e médias empresas do outro lado do balcão, o de quem compra. Nessa posição está o carioca Mauro Koogan Lorch, de 49 anos, sócio da editora Guanabara, especializada em livros técnicos. A Guanabara já comprou quatro outras editoras. Como parte do pagamento, Lorch deu a cada antigo proprietário uma participação em ações e assentos no conselho de administração do Grupo Editorial Nacional, resultante dessas aquisições. A nova empresa deve obter faturamento de 80 milhões de reais neste ano. "Sempre digo que eles não estão se desfazendo de seus negócios, mas comprando a participação em um negócio muito maior", diz Lorch. O período de aquisições do Grupo Editorial Nacional não terminou -- mais três companhias estão sendo negociadas.

Situações como as vividas por Lorch e Bonagura fazem parte de um movimento que está mudando completamente o quem-é-quem dos negócios no Brasil. A lista de fusões e aquisições envolvendo empresas brasileiras vem aumentando há algum tempo. Agora, essa onda está passando com toda a força pelas pequenas e médias. A tendência aumentou no ano passado. Um levantamento da consultoria Deloitte mostra que, apenas entre janeiro e setembro, ocorreram 25% mais operações envolvendo empresas com faturamento de até 150 milhões de reais do que no período anterior. A participação dos pequenos e médios negócios no total de fusões e aquisições também cresceu, de 7,9% para 8,4%.

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