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O consumidor que não diz o que quer

Os empreendedores americanos Michael Gilman e Pirooz Sarshar descobriram que os homens de alta renda querem, sim, ficar mais bonitos -- mas são ariscos a produtos e serviços que deixem isso explícito
 
Por Tania Menai | 21/12/2006

Sim, homens querem manicure, pedicure e limpeza de pele. Também desejam o melhor xampu, o melhor hidratante e a melhor loção. Gostam de massagem e sobrancelha bem- feita. E querem ser bem tratados, servidos e mimados. Mas tudo isso longe, bem longe, das mulheres. A descoberta, dos empreendedores americanos Michael Gilman e Pirooz Sarshar, foi a chave para o crescimento do Grooming Lounge, espaço de bem-estar e beleza exclusivamente masculino que está atraindo homens de alto poder aquisitivo em Washington, nos Estados Unidos. Fruto de um investimento de apenas 5 000 dólares em 2002, o Grooming Lounge está se expandindo rapidamente e fatura 4 milhões de dólares por ano com serviços estéticos e venda de produtos de beleza para homens.

Um setor pouco explorado, como o da estética masculina, tem exatamente o que uma nova empresa precisa para crescer rapidamente -- muitas oportunidades. Mas é justamente aí que está a dificuldade: como adivinhar o que o cliente quer se quase nada se sabe sobre ele? Gilman e Sarshar mataram essa charada. "Um aspecto sempre nos intrigava", diz Gilman, um ex-executivo que partiu para o negócio próprio em 2000, quando, em sociedade com o barbeiro Sarshar, começou a vender produtos de beleza masculinos pela internet. "Nossos amigos sempre nos pediam produtos, como loções e hidratantes, mas não queriam que os outros soubessem." Gilman ficou cismado com esse tipo de timidez. "Eles se diziam envergonhados de ser vistos em lojas comprando artigos de beleza", diz. "Decidimos criar um ambiente em que os clientes tivessem acesso a tratamentos estéticos, mas com total privacidade."

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