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Primeiro Lugar

 
Por Marcelo Onaga | 05/02/2009

BANCOSA farra foi maior por aquiO promotor nova-iorquino Andrew Cuomo, que investiga a distribuição de 4 bilhões de dólares em bônus pelo quebrado Merrill Lynch, pode se surpreender quando analisar a folha de pagamentos do banco americano no Brasil. O bônus pago aos executivos brasileiros ficou entre os maiores do banco no mundo. Houve gente ganhando cerca de 10 milhões de dólares. Em 2008, o Merrill Lynch contratou um time de executivos com estrelas comoAlexandre Bettamio (hoje presidente do banco), Hans Lin, do UBS Pactual, e Adriano Borges, do Credit Suisse. Para trazer a turma, o Merrill teve de oferecer um bônus fixo, nos mesmos (altos) padrões do atípico ano de 2007. O mercado virou e os bônus diminuíram no mundo inteiro, menos para quem tinha garantido o seu. Cuomo já avisou que quer pegar o dinheiro todo de volta.

nullProblemas para encher o tanqueA Gol Linhas Aéreas já foi um exemplo de empresa eficiente. Chegou a ser uma das mais rentáveis do mundo no setor e se firmou como uma das maiores companhias aéreas do continente. Mas, desde o ano passado, vem sendo atingida por uma série de problemas. O valor de suas ações caiu mais de 70%, a aquisição da Varig trouxe consigo uma série de problemas operacionais e a empresa da família Constantino viu os lucros se transformar em prejuízos. No final de 2008, em mais uma demonstração de dificuldades, o não-pagamento do combustível dos aviões gerou uma dívida de 110 milhões de reais com a BR Distribuidora. Sem crédito, a Gol teve de pagar à vista pelo querosene para abastecer seus jatos por um curto período. Graças a uma negociação conduzida diretamente pelo presidente da Gol, Constantino Júnior, com o presidente da BR, José Eduardo Dutra, o débito foi renegociado. No início do mês, a empresa quitou a última das duas parcelas de 55 milhões de reais. A dívida foi provocada pela queda no faturamento, sintoma imediato da diminuição no número de passageiros, e por compromissos assumidos com a compra da Varig. A Gol informa que está com todos os seus pagamentos em dia.

IMÓVEISSem crise, Brasília terá bairro de luxoO mercado imobiliário foi um dos que mais sentiram a crise financeira nos últimos meses. A redução do crédito e a ameaça de demissões, que reduziu o nível de confiança do consumidor, fizeram as vendas de casas e apartamentos declinar. Mas, mesmo em meio a esse cenário, o setor de construção civil de Brasília está eufórico. No fim de janeiro foram leiloados os primeiros 53 lotes do bairro Noroeste, a última área onde é permitido construir na capital federal. As principais incorporadoras brasilienses arremataram quase todos os lotes por 500 milhões de reais e devem criar ali um bairro de luxo, com apartamentos de alto padrão e metro quadrado vendido por não menos que 8 000 reais (valores encontrados apenas na Vila Nova Conceição, o bairro mais valorizado de São Paulo).

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