COMPORTAMENTOO que diz um batomNão é de hoje que as pessoas tentam criar indicadores para medir a gravidade das crises, atrelando o consumo de produtos como álcool, antidepressivos e laxantes ao bom ou mau desempenho da economia naquele período. Um dos mais curiosos é o "Índice Batom", cunhado por Leonard Lauder, presidente do conselho de administração da fabricante de cosméticos Estée Lauder, durante a recessão de 2001. A lógica é que a venda de batons aumenta durante as recessões, já que as mulheres trocam o consumo de produtos caros pelo de bens mais frugais. Até agora, o raciocínio de Lauder fez todo sentido - em 2001, por exemplo, o PIB dos Estados Unidos cresceu 1%, enquanto as vendas do cosmético aumentaram 7% (veja quadro). O grande teste do índice será passar incólume pela crise atual.
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