exame / edição impressa
 

Eles não podem parar de crescer

Maiores grupos privados brasileiros, Bradesco e Itaúsa disputam a liderança de um mercado em que escala é fundamental
 
Por Giuliana Napolitano | 08/08/2007

A sempre acirrada disputa entre os dois maiores bancos privados do país, Bradesco e Itaú, ganhou um novo ingrediente no fim do ano passado. Um ranking divulgado pelo Banco Central colocou, pela primeira vez, o Itaú à frente do Bradesco como maior instituição financeira privada do país. O ranking não chegou a mudar a cara do mercado bancário brasileiro, já que existem divergências sobre a metodologia da pesquisa -- e, além disso, o Bradesco retomou sua posição de liderança meses depois. O que ficou evidente foi a disposição das duas instituições de brigar por tamanho num setor em que escala é fundamental. "Nosso objetivo é aumentar os lucros -- e, para isso, precisamos crescer", disse a EXAME Roberto Setubal, presidente do Itaú. Outra mostra da força das duas instituições aparece no levantamento de MELHORES E MAIORES. Bradesco e Itaúsa, a holding que controla o banco Itaú, são os maiores grupos privados do país desde 1997, quando a pesquisa sobre os grandes grupos empresariais brasileiros começou a ser realizada. O Bradesco, com receita de 29,8 bilhões de dólares no ano passado, e a Itaúsa, com 24,7 bilhões, não têm sido páreo nem para gigantes como Ambev, Vale do Rio Doce e Votorantim.

Nessa busca incessante por tamanho, Bradesco e Itaú trilharam recentemente um caminho impensável até há poucos anos. O Bradesco, que se consagrou como um banco popular, passou a investir nos clientes do topo da pirâmide. Criou o Prime, um serviço exclusivo para a alta renda, e um private bank, que só atende milionários. O Itaú seguiu o caminho oposto. Conhecido como uma instituição de elite, o banco da família Setubal voltou-se para a baixa renda ao lançar sua financeira, a Taíi. Com esses movimentos em direções contrárias, os dois bancos acabaram ficando mais parecidos. "Nunca as duas instituições tiveram tantos pontos em comum", diz Eduardo Roche, chefe de análise de ações da gestora carioca Modal Asset Management. Curiosamente, os resultados financeiros dos dois grupos também se alinharam. O Bradesco, que sempre foi bem menos rentável do que o concorrente, implementou uma série de medidas de corte de custos e melhorias de gestão que aumentaram sua taxa de retorno sobre o capital de 17% em 2003 para 30%. No Itaú, ocorreu o contrário. Não que a instituição se tenha tornando pouco rentável. Seu índice de retorno sobre o capital está em torno dos 30%. No passado, porém, o índice já foi superior a 35%. "Nos últimos anos, o banco decidiu priorizar o crescimento e realizou aquisições", diz Roche. Um de seus principais negócios recentes foi a compra, em 2006, da operação na América do Sul do BankBoston, a 13a maior instituição financeira do país, por 4,5 bilhões de reais.

Órbita de negócios

Por favor, informe seus dados na caixa à direita para ler o restante do texto.
 
 
Destaques do Portal EXAME
Degustação

Esta matéria é exclusiva para assinantes da revista Exame ou usuários que compraram a revista na banca.

Se você é assinante e cadastrado no Passaporte Abril, preencha os seus dados aqui para ver a íntegra do texto:


 

Se você possui a revista, informe aqui a palavra-chave que pode ser encontrada na página sobre o Portal Exame, e veja a íntegra da edição:

 

Ainda não se cadastrou no Passaporte Abril?
Faça isso agora

Assine a Exame e tenha acesso irrestrito ao seu conteúdo na Internet.