Por enquanto, o aquecimento da economia mundial está ajudando a expansão da economia dos Bric - grupo formado por Brasil, Rússia, Índia e China. Mas, ao contrário do que o nome pode indicar, o conjunto é bastante heterogêneo e a manutenção do crescimento requer medidas diferentes para cada país. No caso do Brasil, Joydeep Mukherji, diretor do grupo de classificação soberana da agência Standard and Poors (S&P), afirma que programas de redistribuição de renda, como o Bolsa Família, não bastam. É necessário criar uma política de geração de empregos, para que a população mais pobre adquira poder de compra e sustente a expansão econômica. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida a EXAME:
Sobre o meio bilhão de pessoas que deixarão a linha de pobreza nos Bric
"Haverá alguns milhões de pessoas na China e Índia que se transformarão em consumidores durante esse período. Hoje eles são muito pobres e o que ganham não é suficiente para comprar uma TV ou um par de sapatos. Apenas com o crescimento econômico normal nesses países, cada vez mais pessoas estão conseguindo galgar a "escada social." Porque a população chinesa é de 1,3 bilhão de pessoas, e da Índia é de um 1,1 bilhão, alguns milhões de habitantes não representam uma grande proporção da população. Imediatamente, eles não vão começar a comprar carros Mercedes Benz, mas vão poder comprar bicicletas, TVs coloridas e aparelhos de som.
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