Conhecido como Bric, o grupo composto por Brasil, Rússia, Índia e China é apontado por vários especialistas como o que dominará a economia mundial nas próximas décadas. O Brasil, porém, é o que despertar maior ceticismo dos investidores internacionais, por apresentar a menor taxa de crescimento dos Bric e patinar na implantação de importantes medidas que acelerariam sua economia. A avaliação é de Jim O';Neill, diretor de pesquisas econômicas globais do banco de investimentos Goldman Sachs. Leia, a seguir, os principais trechos da entrevista concedida a EXAME:
EXAME - Desde a publicação do relatório "Sonhando com os Bric: O Caminho para 2050," em 2003, o que mudou nas previsões que vocês faziam para esses quatro países?
Jim O';Neill - Antes de mais nada, à exceção do Brasil, os demais três países, incluindo a Rússia, têm crescido consideravelmente mais rápido do que nós esperávamos. Em média, entre os Bric, a taxa real de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) é cerca de 2% maior do que prevíamos. E como eles estão se saindo melhor do que esperávamos, o resultado é que as conclusões dramáticas que tiramos do relatório de 2003 podem acontecer antes. Agora acreditamos que a China pode ultrapassar a economia americana por volta de 2035. E a Índia também deverá ultrapassar o Japão na mesma data.
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