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Carrefour negocia compra do Atacadão para voltar à liderança

| 19/04/2007

Se aquisição for concluída, rede francesa ultrapassará Pão de Açúcar, atual número 1

 

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Por Tiago Lethbridge e Cristiane Correa

exame

A venda do Atacadão, maior rede de varejo voltada à baixa renda do Brasil, chegou à sua reta final, e uma empresa surge como favorita para fechar a compra: o Carrefour. Esse favoritismo ganhou força nos últimos dias, quando outros potenciais compradores foram informados de que a rede francesa recebeu o direito de exclusividade para a aquisição. Segundo executivos ligados a grandes varejistas, as negociações estão adiantadas, e podem ser concluídas nos próximos dias. O presidente do Carrefour no Brasil, Jean-Marc Pueyo, esteve presente na manhã desta quinta-feira à inauguração da nova loja do Atacadão na Vila Maria, zona norte de São Paulo. Caso as conversas desandem, porém, outros interessados poderão voltar à disputa. Procurados, os executivos do Carrefour não quiseram comentar a notícia. Os sócios do Atacadão não retornaram as ligações.

Segundo estimativas de analistas, o fechamento do negócio custaria aos franceses pouco mais de um bilhão de dólares. Como o faturamento do Atacadão é de quase 5 bilhões de reais, a aquisição levaria o Carrefour de volta à liderança do mercado nacional após 7 anos de supremacia do Pão de Açúcar, rede de Abilio Diniz. Somados, os faturamentos de Carrefour e Atacadão atingem aproximadamente 17,6 bilhões de reais. O Grupo Pão de Açúcar faturou 16,5 bilhões de reais no ano passado. O Wal-Mart registrou 12,9 bilhões de reais em vendas.

O Atacadão está à venda desde maio do ano passado, e o provável desfecho da negociação é surpreendente. Desde o início do processo, Pão de Açúcar e Wal-Mart são tidos como favoritos pelos especialistas, fato explicado pelo atual momento do varejo brasileiro. Após comprar o Bompreço e as operações da rede Sonae no sul do país, o Wal-Mart demonstrou fôlego para crescer no Brasil por meio de aquisições. Já o líder Pão de Açúcar tinha no Atacadão a chance de crescer num segmento cada vez mais estratégico para os varejistas: a baixa renda.

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