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Conversar com o jornalista Stephen Dubner, um dos dois autores do best-seller null, e manter o diálogo na linha planejada é tarefa das mais complicadas, mesmo numa entrevista breve. Em poucas respostas, ele é capaz de arrancar risadas de todos os que o ouvem e age de maneira tão espontânea que o assunto logo deriva de mercado de ações para o drinque que ele tomou durante o almoço. Esse mesmo tom acessível e bem-humorado foi um dos motivos pelos quais Dubner e seu parceiro no livro, o economista Steven Levitt, conseguiram vender 2 milhões de exemplares de Freakonomics, só no Estados Unidos. O estilo informal não impede a dupla de fazer críticas sérias à maneira como os economistas mais conservadores excluem o fator humano de suas análises. De passagem por São Paulo, nesta terça-feira (11/09), Dubner afirmou em entrevista ao Portal EXAME que a racionalidade - uma das premissas da Economia clássica - nem sempre é o padrão no comportamento humano e explicou por que acredita que a observação do comportamento de massa às vezes pode ser mais útil para explicar o movimento das bolsas do que os tratados de Finanças.
Portal EXAME - Desde o seu lançamento, em 2005,
Dubner - Provavelmente não. A maior parte das pessoas continua a ver a economia como prescrição do futuro e, nesse sentido, nosso trabalho é menos ambicioso. No livro, nós tentamos explicar o passado a partir da análise de dados. É algo mais simples e talvez mais eficiente do que tentar adivinhar o futuro com base em experiências anteriores.