Esta matéria é exclusiva para assinantes da revista Exame.
Se você é assinante e cadastrado no Passaporte Abril, preencha os seus dados aqui para ver a íntegra do texto:
Ainda não se cadastrou no Passaporte Abril?
Faça isso agora
Assine a Exame e tenha acesso irrestrito ao seu conteúdo na Internet.
Entre os dias 1º de maio e 05 de agosto, a Câmara dos Deputados realizou um total de 112 sessões. Mas em apenas 54 nas 22 sessões ordinárias e nas 32 extraordinárias houve votação. Nos demais casos, os parlamentares dedicaram-se a atos solenes (30 sessões), e debates (28 sessões). Nas últimas dez sessões, a mesa diretora pautou 132 propostas para votação, mas apenas 50 foram aprovadas. A maior parte das matérias aprovadas desde o início da crise política refere-se a assuntos de pouco interesse para empresários e para o próprio governo, como a dispensa de visto para turistas de determinados países e regulamentações sobre o funcionalismo público.
"O Congresso está virtualmente paralisado pelas CPIs", afirma o analista político Rogério Schmitt, da consultoria Tendências. Assuntos importantes, como a Lei de Diretrizes Orçamentárias, que deveria ser aprovada até julho, ainda esperam a avaliação dos parlamentares. As reformas política, sindical e tributária, que dariam maior transparência ao trato da coisa pública e mais dinamismo à economia também foram abandonadas (
Desarticulação