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O número de consumidores que realizam compras pela internet no Brasil saltou de 700 000 em 2001 para 8,1 milhões de em 2007 - um crescimento de mais de dez vezes nesta década. Isso significa que uma em cada cinco pessoas que navegam na internet no país é um consumidor eletrônico. O comércio virtual movimentou 4,4 bilhões de reais em 2006, alta de 700% em relação a 2001. Cada compra teve um valor médio de 296 reais. Os dados são da consultoria e-bit, especializada em comércio eletrônico. Para 2007, a e-bit prevê um faturamento de 6,4 bilhões de reais nas 3 000 lojas virtuais brasileiras, 45% a mais do que em 2006. E a estimativa de elevação no faturamento é de 35% por ano até 2010, quando o valor comercializado na internet brasileira deve atingir 15,5 bilhões de reais.
Em meio à explosão das vendas, um dado que chama a atenção é o aumento da presença de compradores de renda mais baixa. Entre 2001 e 2006, a renda média das pessoas que compraram produtos pela rede caiu de 4 014 para 3 683 reais. Em 2001, 6% dos consumidores eletrônicos ganhavam até 1 000 reais por mês, porcentagem que chegou a 8% em 2006. Entre as pessoas com renda entre 1 000 e 3 000 reais, o índice caiu de 38% para 45% no período.
"As lojas virtuais tiveram de elevar o mix de produtos oferecidos para atender às camadas de renda mais baixa", diz o diretor-geral da e-bit, Pedro Guasti. Segundo ele, a classe C é a maior compradora de produtos como telefones celulares, câmeras digitais, CDs e artigos de vestuário, mas ainda adquire poucos produtos de valor mais elevado, como eletroeletrônicos, eletrodomésticos e informática. No segmento de telefonia celular, 12% dos pedidos de compra são feitos por pessoas com renda de até 1 000 reais, ante apenas 5% das pessoas com renda acima de 8 000 reais.