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Há três anos, os poucos clientes da então obscura agência de publicidade inglesa Rivers Run Red certamente desconfiaram que seu fundador, Justin Bovington, estava perdendo o juízo. Bovington começou a propor que as empresas criassem ações de marketing dentro do Second Life, software de entretenimento que simula um mundo virtual - e do qual ninguém tinha ouvido falar. Foi uma aposta arriscada, mas que este ano começou a se pagar. O Second Life tornou-se uma febre que acaba de bater a marca de 2 milhões de adeptos. Agora, são as companhias que fazem fila para ouvir os conselhos da Rivers Run Red sobre como entrar no ciberespaço. "No começo foi difícil, mas finalmente os clientes estão batendo à porta", disse Bovington a EXAME. "Temos 15 a 20 consultas de empresas interessadas por dia."
A procura começou apenas em 2006 - é muito recente, portanto, para fazer da Rivers Run Red, cuja sede fica em Londres, uma agência grande. Mas 90% de seu faturamento já vem do Second Life. Alguns contratos para ações dentro do software, diz Bovington, chegam a 1 milhão de dólares. A maioria, contudo, envolve cifras bem mais modestas. A agência desenvolve projetos virtuais para 18 clientes, incluindo grandes multinacionais como Adidas e Disney.