O chef de cozinha Eduardo Maya, de 51 anos, costumava chamar o garçom e pedir tira-gostos como dobradinha, miúdos e escondidinho de carne-seca para saborear nos bares de Belo Horizonte. Era assim que ele gostava de se reunir com os colegas que produziam um programa de gastronomia numa rádio da capital mineira no final dos anos 90. Muitas vezes, a conversa entre eles acabava numa lamentação geral de como os proprietários dos botecos começavam a abandonar antigas receitas, deixando no cardápio apenas pratos comuns, como isca de filé, bolinho de bacalhau e batatas fritas.
"Um dia achamos que os petiscos tradicionais poderiam ser uma boa oportunidade para fazer um grande evento", diz Maya, que convenceu os proprietários da rádio a organizar um concurso gastronômico. Mais tarde, a rádio foi vendida e Maya deu vazão a seu lado empreendedor, transformando a iniciativa em sua própria empresa.
Como acontece em muitos pequenos e médios negócios, é nas mesas de bar, portanto, que está a origem da Comida di Buteco - uma empresa de eventos gastronômicos que faturou algo em torno de 2,5 milhões de reais no ano passado, ao reunir mais de 800 000 frequentadores de 134 bares no Rio de Janeiro, em Goiânia e em Salvador, além de Belo Horizonte.
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