No ano passado, a empresária Natália Moya, de 25 anos, fez anúncios na internet e na televisão projetando aumentar em 50% as vendas pelo site de sua empresa, a revenda de equipamentos Dutra Máquinas, de São Paulo. A campanha foi tão bem-sucedida que os servidores que hospedavam a página não deram conta do aumento no número de visitantes, que chegou a dobrar em relação ao que era registrado antes. O sistema ficou lento e a página da Dutra saiu do ar em vários momentos. O problema estendeu-se por um dia inteiro até que Natália encontrasse uma solução. A Dutra Máquinas precisou transferir seu site para um servidor com mais capacidade. Mas é impossível saber se os clientes que acessaram a página no momento da crise retornaram para concluir a compra. "Subestimamos os resultados dos anúncios e nosso servidor não comportou o número de acessos fora do previsto", diz Natália, que espera atingir neste ano faturamento de 1 milhão de reais apenas com as vendas pelo site.
Um aumento repentino em visitas pode ser o bastante para tirar um site do ar e derrubar o comércio eletrônico de uma empresa que não esteja preparada para isso. No caso da Dutra Máquinas, a página da empresa estava hospedada num servidor compartilhado com dezenas de outras empresas. Um contrato de hospedagem como esse custa a partir de 15 reais por mês, uma pequena fração do preço de manter um servidor dedicado a hospedar um único site, solução mais comum entre as grandes empresas. A exclusividade, no entanto, tem um preço - normalmente a partir de 500 reais mensais - que pode representar alocação indevida de recursos para muitas pequenas e médias empresas.
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