O comércio eletrônico brasileiro deve fechar 2007 com um volume de vendas de 6,4 bilhões de reais -- 45% mais do que no ano passado, segundo estimativa da consultoria E-bit. Para que uma pequena ou média empresa possa ter uma parte desse resultado é preciso que o site esteja bem preparado para acolher clientes virtuais. O consumidor internauta típico tem dinheiro e vontade de gastá-lo -- mas não tem nenhuma paciência com sistemas pouco inteligentes ou mal planejados. "São muitas as pessoas que clicam sobre os produtos e chegam a colocá-los no carrinho, mas desistem da compra porque encontram obstáculos que tornam o site ineficiente", diz Marcelo Sant'Iago, diretor da agência MídiaClick. A E-bit calcula que o percentual dos usuários que largam as compras no meio do caminho é de 95%.
Na origem dos motivos que espantam esse consumidor geralmente está o uso indevido de tecnologias e de estratégias de marketing equivocadas -- e, freqüentemente, a desastrosa combinação das duas coisas. Agora, o momento é oportuno para corrigir algumas dessas falhas -- a tempo de aproveitar o movimento maior por causa dos festejos de Natal, Ano-Novo, férias e liquidações de verão. "É uma ótima época para revisar todo o site", diz Sant'Iago. Aqui está uma lista de sete providências básicas que podem ser tomadas já:
1 - Facilitar a busca O site da Toymania -- rede de brinquedos com três lojas no Rio de Janeiro -- evoluiu bastante desde 2003, quando começou a operar. "Com o tempo, reformamos a navegação inteira, convictos de que o visitante deve encontrar qualquer coisa com dois cliques", diz Rodrigo Araújo, fundador da Toymania. No primeiro clique, todos os 6 000 itens do catálogo podem ser encontrados com base em quatro critérios -- faixa etária, marca, fabricante ou tipo de produto. No segundo, um mecanismo de busca organiza os brinquedos por ordem de preço e posiciona no topo o que estiver em promoção. Informações sobre descontos, parcelamento e frete estão reunidas na página principal. "A loja virtual tornou-se nosso principal ponto-de-venda", afirma Araújo.
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