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Primeiro Lugar

 
| 29/11/2007
Bebidas
A parceria acabou
Os fãs da cerveja Miller devem enfrentar um período de abstinência nas próximas semanas. A cervejaria sul-africana SAB Miller, dona da marca, rompeu um contrato de mais de dez anos com a Ambev para distribuição do produto no país. As empresas não falam sobre o assunto, mas no mercado comenta-se que a disputa mundial cada vez mais acirrada entre a SAB Miller e a Inbev, controladora da Ambev, foi um dos motivos do rompimento. O fim da parceria também volta a levantar comentários de que os sul-africanos pretendem iniciar uma operação própria no Brasil. Até o início deste ano, a SAB Miller manteve conversas com a Schincariol, mas o negócio não foi fechado. Já a Inbev dá sinais de que uma fusão com a americana Anheuser Busch, dona da marca Budweiser, está cada vez mais perto. A dona da Ambev acaba de fechar um acordo para distribuição da Budweiser na República Dominicana.

Mídia
Novo ataque à Globo
Depois de copiar a programação e seduzir atores e apresentadores de telejornais da rival Globo, agora a Rede Record declarou guerra ao departamento comercial da concorrente. Na abordagem aos anunciantes, a Record apresenta números de audiência do Ibope que apontam uma constante perda de participação dos principais programas da Globo. Já a audiência das atrações mais vistas da Record registra altas. O argumento que a Record usa com os anunciantes é que os custos por ponto de audiência da Globo chegaram a subir 90% nos últimos anos.

RECORDAudiência (em %)Variação (em %)
 Out/2006Out/2007
Novela das 22 h6,9111,5567
Domingo Espetacular7,089,3732
Show do Tom4,568,5187
Novela das 21 h8,428,430
GLOBOAudiência (em %)Variação (em %)
 Out/2006Out/2007
Novela das 21 h48,5738,11-22
Jornal Nacional40,7332,77-20
Novela das 19 h45,3231,79-30
Tela Quente31,7331,190
Fonte: Ibope


Energia
O leilão do ano
A venda da participação do BNDES na Brasiliana, holding que controla a distribuidora Eletropaulo e a companhia de geração AES Tietê, foi adiada. O leilão, que estava marcado para o fim do ano, passou para o primeiro semestre de 2008. A suspensão foi ordem da ministra Dilma Rousseff, que não quer que a venda da Brasiliana atrapalhe a licitação para a construção de hidrelétricas no rio Madeira, considerada estratégica pelo governo. De acordo com as regras do leilão, a americana AES, sócia do BNDES na Brasiliana, tem o direito de comprar os 50% do capital do banco de investimento estatal, pagando o equivalente à melhor oferta dos interessados. Se não quiser pagar, será obrigada a vender sua metade juntamente com o BNDES. Nessa hipótese, o valor da aquisição poderia ultrapassar os 10 bilhões de reais.

Imagem
O pós-crise da Parmalat
Depois de sofrer queda de 30% em suas vendas com o escândalo da soda cáustica, a Parmalat começa a dar os primeiros sinais de melhora. A empresa, que teve um pequeno lote de leite recolhido em outubro sem a comprovação de contaminação, encerrou o mês de novembro com vendas de 1,3 bilhão de litros, cerca de 10% menos do que antes do escândalo. A direção da Parmalat espera recuperar o volume de vendas pré-crise no início do ano que vem. O problema com as ações da empresa, porém, permanece. Lançados em meio à turbulência que atingiu o setor, os papéis da Parmalat continuam em queda: no fim de novembro eram negociados a 5,20 reais, uma queda de 30% em relação ao dia do lançamento.

Automóveis
O empresario multimarcas
O presidente da Citroën no Brasil, Sérgio Habib, investe firme para expandir seus domínios no setor de revenda de automóveis. Habib, que já é dono de 35% das concessionárias Citroën no país e tem três lojas da Jaguar e quatro da Ford, acaba de comprar a Union, da Volkswagen. E, de acordo com empresários do setor, estaria negociando também a compra de mais uma revendedora Volkswagen, a Brasilwagen. Habib, que nega ser proprietário das concessionárias Ford -- as lojas estariam em nome de seu cunhado --, nega também a compra das revendas da marca alemã.

Bancos
Querida, encolheram meu bônus
Os funcionários do UBS Pactual estão em polvorosa com a ameaça de receber boa parte de seu bônus em ações do UBS. Em razão dos impactos nefastos da crise imobiliária americana, o limite do pagamento em dinheiro aos funcionários do banco de investimento suíço foi fixado em "apenas" 750 000 dólares. O resto virá em ações. No Brasil, o combinado era que o bônus inteiro fosse pago em dinheiro -- mas isso dificilmente vai acontecer. E essa não é a única preocupação de quem trabalha no UBS Pactual. Ainda não foi decidido se o bônus de André Esteves, presidente do banco para a América Latina, virá do bolo brasileiro ou do bolo geral do UBS -- se receber no Brasil, o bônus de seus subordinados vai diminuir ainda mais. Pior: caberá às bem-sucedidas áreas de investment banking (chefiada por Rodolfo Riechert e Alexandre Bettamio) e asset management (chefiada por Rodrigo Xavier) pagar o bônus da unidade de private banking, que ainda não dá lucro no Brasil.

Saúde
Mais hospitais cinco estrelas
Recentemente, a rede carioca D'Or, que tem três hospitais cinco estrelas no Rio, comprou 50% de um hospital em Recife. Em São Paulo, o tradicional Albert Einstein anunciou a ampliação de seu hospital, um dos mais conceituados do país. Agora é a rede São Luiz que segue os passos de alguns dos maiores grupos hospitalares e anuncia a inauguração de uma nova unidade. No início de dezembro, o São Luiz lança o primeiro hospital de alto padrão da zona leste de São Paulo, com investimentos de 140 milhões de reais. Parte do dinheiro -- 40 milhões de reais -- foi financiada pelo Banco Mundial.

Curtas
Investimento
A Votorantim Cimentos, dona da Engemix, acaba de fechar um contrato com a Volkswagen para renovar sua frota de caminhões, que tem 5 000 veículos. O primeiro lote, de 250 caminhões, foi comprado por 40 milhões de reais, um dos maiores negócios da Volkswagen Caminhões em 2007. O restante da frota deve ser renovado nos próximos anos.

Infra-estrutura
A Emerson, multinacional americana da área de infra-estrutura, pretende dobrar de tamanho no Brasil nos próximos anos. A empresa fornece sistemas e presta serviços a grandes companhias, como Petrobras, Vale do Rio Doce e Odebrecht, e quer pegar carona no bom desempenho de suas clientes. O objetivo da Emerson é chegar a 2011 com faturamento de 3 bilhões de reais.

Edição: Marcelo Onaga
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