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A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) atingiu a marca histórica de 60.000 pontos às 10h06 desta quinta-feira (27/09), quando o Ibovespa, seu principal indicador, cravou 60219 pontos, com alta de 0,84%, e estabeleceu o novo recorde. O valor negociado chegou a 47,67 milhões, e o número de transações foi de 3167 negócios.
O marco é festejado pelo mercado por alguns motivos. Primeiro, mostra que a Bovespa superou as turbulências mundiais causadas pela eclosão da crise das hipotecas americanas em julho. Apanhada pelo temor de que a inadimplência dos mutuários americanos pudesse contaminar a economia real em proporções desconhecidas, a bolsa viu os estrangeiros aumentarem sua aversão ao risco e liquidarem suas posições para se resguardar em opções mais seguras, como os títulos públicos do Tesouro dos Estados Unidos.
O resultado foi uma intensa saída de capitais da bolsa em julho e agosto, quando o saldo dos investimentos estrangeiros ficou negativo em 3,386 bilhões de reais e 3,992 bilhões de reais, respectivamente. Como os estrangeiros eram o maior grupo de investidores nesses meses - sua participação foi de 35,5% e 33,1% no volume de negócios em julho e agosto -, as vendas pressionaram as cotações dos papéis. No pior momento da crise, em 16 de agosto, o Ibovespa fechou em 48.015 pontos - o nível mais baixo do ano, desde os 47.926 pontos obtidos em 13 de abril. A queda acumulada entre 23 de julho, dia anterior ao início da crise do subprime, e 16 de agosto chegou a 17,27%.