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Cosan e Cyrela são as ações mais arriscadas do Ibovespa

| 03/08/2007

Empresas estão no topo do ranking das companhias que mais sofrem com o sobe-e-desce do mercado acionário

 

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Por Francine De Lorenzo

exame

Agosto promete ser um mês de grande agitação no mercado acionário. As dúvidas quanto ao setor de crédito imobiliário nos Estados Unidos, que movimentaram as bolsas de todo o mundo em julho ( clique aqui e saiba mais), ainda devem provocar muito sobe-e-desce neste mês, deixando os investidores de cabelos em pé. No Brasil, acionistas de empresas como Cyrela e Cosan precisarão ter coração forte. As duas estão no topo do ranking das ações mais arriscadas do Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), e são as que mais sofrem com as oscilações do mercado.

Num cenário de queda de 10% no Ibovespa, as ações das duas companhias recuariam 13,95% e 12,97%, respectivamente, segundo levantamento realizado pela consultoria Cyrnel Internacional, a pedido do Portal EXAME. Em compensação, se a Bolsa subisse 10%, os papéis das duas empresas teriam a maior valorização entre as ações do índice, subindo 13,95% e 12,97%, respectivamente. (veja tabela abaixo).

Um ponto comum explica parcialmente por que essas duas empresas sentem tanto o vai-e-vem do mercado. Ambas estão em fase de consolidação e embutem no preço de suas ações expectativas quanto a resultados futuros. "Os setores imobiliário e de biocombustíveis ainda estão em desenvolvimento no Brasil e não há muitas certezas quanto ao fluxo de caixa das empresas que operam nesses segmentos", afirma o gestor de Renda Variável da Mellon Global Investment Brasil, André Jakurski. A mesma análise é válida para as empresas de tecnologia, como a Submarino, que aparece na sétima colocação no ranking das mais voláteis.

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