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Bovespa entra em período de silêncio para abertura de capital

| 26/07/2007

Goldman Sachs, que coordenará a operação, prepara o formato da venda de ações da própria Bolsa e o envio da documentação à Comissão de Valores Mobiliários

 

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Por Francine De Lorenzo

exame

A Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) entrou em período de silêncio nesta semana, dando início ao seu processo de abertura de capital. Avaliada em cerca de 5,8 bilhões de reais, a Bovespa pretende realizar seu IPO (sigla em inglês para oferta pública inicial) até final do ano, seguindo uma tendência mundial que já conta com adeptos como as bolsas de valores de Nova York (EUA), Frankfurt (Alemanha), Londres (Inglaterra), Toronto (Canadá) e Hong Kong (China), além da bolsa eletrônica Nasdaq (EUA), entre outras.

Para coordenar a operação, a Bovespa contratou o banco de investimentos Goldman Sachs, que já está preparando o envio dos pedidos de registro de companhia aberta e de emissão de ações à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), segundo informou uma fonte que acompanha o processo. As autorizações, no entanto, só serão concedidas após a CVM divulgar uma instrução normativa com as diretrizes de funcionamento da Bolsa pós IPO - o que deve acontecer a partir do final de agosto. Para preparar esse documento, o órgão está realizando uma audiência pública, que vai até o próximo dia 30, na qual entidades de mercado e corretoras podem apresentar sugestões.

A expectativa do IPO fez saltar nos últimos meses o preço dos títulos patrimoniais da Bolsa, papéis que garantem às corretoras o direito de operar no mercado acionário. Cada título, que em 31 de dezembro apresentava valor contábil de 1,223 milhão de reais, é vendido hoje por cerca de 7,6 milhões de reais. Com a desmutualização (transformação de uma associação sem fins lucrativos em uma empresa com resultados), os títulos deixarão de existir, dando origem às ações que serão ofertadas no mercado. Como a venda das ações não ficará restrita às corretoras - como acontecia com os títulos patrimoniais - espera-se um aumento no número dos investidores interessados e a valorização dos papéis.

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