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O banco Itaú voltou à ofensiva no mercado brasileiro e agora está partindo para a aquisição das operações do Bank of America (BofA) no Brasil, Uruguai e Chile. O banco das famílias Setubal e Villella deve comprar os ativos e passivos do BankBoston no Brasil, e outras operações latino-americanas do BofA. A transação, estimada em 3 bilhões de dólares, deverá ser o principal negócio do mundo das finanças deste ano. O Itaú deverá pagar a maior parte da compra com suas ações, o que deixará o BofA com 10% do capital do banco brasileiro. O BankBoston não comenta a operação, e o Itaú divulgou um fato relevante no início da tarde, informando que "está efetivamente explorando opções para expandir suas operações no Brasil e na América Latina."
A compra deverá agitar os rankings do mercado brasileiro. Ao adquirir os cerca de 22,6 bilhões de reais administrados pelo BankBoston, o Itaú - que já administra cerca de 90 bilhões - vai superar o Bradesco nesse segmento. Não chegará à liderança do mercado, ainda em mãos do Banco do Brasil, mas será um concorrente ainda mais importante do que é hoje. Além disso, o Itaú poderá usar a rede de relacionamentos construída pelo Boston para ampliar sua carteira de empréstimos, vender seguros e previdência, aproximando-se da liderança em atividades onde hoje sua presença é modesta. De acordo com alguns cálculos, o Itaú poderia inclusive superar o Bradesco em ativos, ainda que marginalmente.