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Os analistas de mercado que acompanham o setor de tecnologia da informação costumam dizer que se existe uma música capaz de definir o estilo de gestão de Jim Goodnight, fundador e presidente da empresa de software SAS Institute, ela é "My Way", de Frank Sinatra. Isso porque, assim como o personagem da música, o CEO do SAS sempre fez tudo à sua maneira, sem se render a padrões ou tendências. Hoje o SAS Institute é a maior empresa de capital fechado do mundo, com faturamento de 2,1 bilhões de dólares. E Goodnight mostra que suas apostas, que até agora deram certo, não devem mudar tão cedo, como ir à bolsa ou aderir às aquisições. Em entrevista exclusiva a EXAME, Goodnight comenta seu estilo peculiar de comandar o SAS, que serve até como inspiração para o Google, e fala também sobre como a empresa olha para o Brasil.
Por que o SAS continua contra a abertura de capital?
Quem abre o capital geralmente tem como objetivo levantar dinheiro. O SAS, ao contrário, nunca precisou de dinheiro, nem mesmo de empréstimos. Então, nunca tivemos uma razão financeira para ir à Bolsa. Nós pensamos em nossos clientes como nossos acionistas e, então, nos concentramos em oferecer o que eles precisam. Os investidores só se preocupam com dinheiro e lucro. Nós não vamos trabalhar de olho apenas nos resultados do próximo trimestre. Somos focados no longo prazo.