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Foram mais de 30 anos à frente da maior empresa de software do mundo. Criador de um império de cerca de 50 bilhões de dólares, 78 000 funcionários em 105 países, Bill Gates deixa o dia-a-dia da Microsoft nesta sexta-feira (27/06), seguindo os planos de aposentadoria que anunciou em junho de 2006.
Gates, como se sabe, vai se dedicar à Fundação Bill & Melinda Gates, criada há oito anos para atuar em projetos filantrópicos nas áreas de saúde e educação. O executivo, porém, permanece como presidente do conselho da empresa e continua envolvido em projetos definidos pelo CEO, Steve Ballmer, e pelo time gerencial da Microsoft.
"A saída de Bill Gates será mais simbólica do que efetiva para a empresa, ao passo que há dois anos ele já preparava uma transição bem sedimentada de comando para Ballmer. Mas sob o aspecto da presença dele no mercado de tecnologia esta é uma mudança e tanto. Microsoft é sinônimo de Bill Gates e vice-versa. Ele foi, sem dúvida, um dos homens mais influentes da segunda metade do século 20", diz Laura Didio, analista-sênior e líder de pesquisas do Yankee Group.