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Notebooks: o ponto sensível das compras públicas

| 15/05/2008

Não são poucos os órgãos que fazem licitações para a compra de poucas unidades do computador móvel e os preços incrivelmente baixos geram dúvidas sobre a importação legal

 

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Por Camila Fusco

exame

Entre os produtos mais vulneráveis à brecha da Lei nº 8.666 (null ), que rege as licitações no país, estão os importados de pequeno porte, como os notebooks.

Não são poucos os órgãos que fazem licitações para a compra de poucas unidades do computador móvel, e os preços incrivelmente baixos geram dúvidas sobre a importação legal. Como são produtos pequenos, fáceis de transportar e geram boa margem de lucro, tendem a entrar no país sem pagar impostos. Certas empresas entram na concorrência do governo, vencem com o menor preço e acabam repassando o equipamento que não teve a origem legal.

Alguns dos equipamentos que mais geram controvérsias nos pregões são os notebooks da marca Acer, que não tem operações no Brasil e atua exclusivamente por meio de distribuidores e revendas. Só no último trimestre de 2007 foram 92 000 equipamentos da marca comercializados no país, sendo que apenas 20% entraram por importação legal, segundo fontes de mercado. A prova disso, afirmam, está no preço das vendas, inclusive para o setor público.

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