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Ao menos uma vez por ano, os CIOs são colocados contra a parede para justificar os gastos da TI. Dizer apenas que as despesas estão na média de mercado já não basta. É preciso provar e, para isso, muitos CIOs apresentam os números das outras empresas do setor. É o chamado benchmark orientado a custo. Ele funciona, mas não é suficiente. Para ser mais eficaz e útil, o benchmark deve buscar o que está por trás dos números.
"Fazer benchmark sobre os gastos de TI pode ser perigoso, pois não leva em consideração o contexto da empresa ou as expectativas de negócio. O CIO deve se comparar a outro que tenha desafios e demandas semelhantes", afirma Alex Cullen, vice-presidente de pesquisas do instituto Forrester Research. Observar bem de perto o que os outros CIOs têm feito de bom pode ser uma ótima oportunidade para pensar em iniciativas que agregam valor ao negócio. Esse tipo de benchmark tem foco na entrega e não apenas no custo. Segundo Cullen, fugir da métrica de orçamento setorial abre espaço para comparações de outros atributos, como alinhamento estratégico, grau de automação de processos e estrutura de tomada de decisão. Essa comparação pode levar o CIO à conclusão de que o modelo ideal não está no concorrente direto. Uma seguradora, por exemplo, pode ter o planejamento estratégico de TI completamente diferente da outra, o que faz todo o sentido num mercado altamente competitivo como o de seguros. O benchmark, nesse caso, pode ser uma empresa de ramo de atividade totalmente diverso, como uma indústria, mas com o mesmo propósito de entrega de serviços. Outro tipo de benchmark em que os CIOs devem prestar atenção é o chamado operacional, usado para avaliar uma determinada tecnologia ou a utilização de um recurso de TI. Consultores e CIOs são unânimes ao afirmar que mesmo num simples processo comparativo de gastos é preciso investigar mais, entender quais são os objetivos de negócio por trás do uso daquela tecnologia, seu grau de maturidade e massificação.
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