O Produto Interno Bruto do agronegócio brasileiro em 2007 atingiu 642,6 bilhões de reais, um crescimento de quase 8% em relação ao ano anterior, de acordo com estimativa do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada da Universidade de São Paulo (Cepea/USP) e da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil. É uma taxa expressiva de expansão, acima da registrada pelo país - um feito no momento em que o Brasil tem o maior ritmo de crescimento em três décadas. O papel do agronegócio para esse cenário é determinante: o setor representa cerca de 25% das riquezas geradas pelo país. O ano de 2007 foi especialmente favorável para a agricultura e a pecuária, que cresceram mais de 12%. Os setores de agroindústria e de distribuição cresceram menos (respectivamente, 4,3% e 6,8%), mas, ainda assim, a taxas acima de suas médias históricas.
O Anuário EXAME de Agronegócio destaca a seguir as empresas de 13 setores que melhor souberam aproveitar o bom momento vivido pelo campo em 2007. A escolha da melhor empresa de cada setor foi feita com base no conceito de excelência empresarial, resultado da avaliação de sete indicadores de desempenho - crescimento das vendas, liderança de mercado, liquidez corrente, liquidez geral, rentabilidade, reposição da capacidade produtiva e riqueza gerada por empregado (veja a definição desses conceitos na pág. 66).
Um ponto em comum às 13 empresas que se destacaram em relação à concorrência foi a aposta na retomada do crescimento, com planos de expansão que começaram a ser traçados bem antes de 2007. No agronegócio, como em outros setores da economia, a colheita de bons resultados depende de uma dose de sorte, visão estratégica e muito planejamento.
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