Empresários, representantes do governo e investidores brasileiros comemoraram com notável entusiasmo a conquista do grau de investimento. Trata-se, de fato, de uma boa notícia - afinal, é melhor tê-lo do que não tê-lo. Mas, como escreve J.R. Guzzo em sua coluna desta edição, é sempre bom lembrar que o Brasil não ficou melhor nem pior depois que a Standard & Poor';s decidiu que poderíamos ser considerados "um país sério". Mais importantes que o selo de idoneidade são as transformações pelas quais a economia real - aquela da produção, do consumo, dos investimentos e do risco - vem passando no país. Apesar dos conhecidíssimos obstáculos que continuam a existir e que precisarão ser enfrentados, o Brasil oferece hoje uma boa quantidade de um elemento fundamental ao desenvolvimento do capitalismo: oportunidade. São essas portas abertas - e a expectativa de que elas poderão gerar riqueza em determinado intervalo de tempo - que atraem o interesse de quem faz negócio. Mostre as oportunidades e o dinheiro aparecerá.
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