busca
exame / edição impressa
 

Pequenas e atraentes

Antes menosprezadas, as cervejarias regionais tornaram-se alvos estratégicos para as empresas do setor -- e a temporada de compras está só no início
 
Por Marcelo Onaga | 23/08/2007

Na disputa pelo mercado brasileiro de cervejas, as pequenas empresas costumavam desempenhar um papel absolutamente periférico. Conhecidas como "nanicas" ou simplesmente "as outras", as micro e pequenas cervejarias ficavam relegadas a uma posição secundária e desimportante. Essa situação mudou radicalmente de uns tempos para cá. Marcas pouco conhecidas do grande público, como Colônia, Fass, Conti e Nobel, são agora cortejadas pelas grandes do setor e tornaram-se ativos valiosos (veja quadro). Recentemente, a Schincariol deu uma amostra da importância que essas pequenas companhias ganharam. Para ter uma presença maior no mercado carioca e melhorar o portfólio de marcas, seus donos pagaram 30 milhões de reais pela cervejaria Devas sa, empresa criada há apenas sete anos e dona de um faturamento de menos de 12 milhões de reais. "É um jogo que está apenas começando. Vem mais por aí", diz Ronaldo Giorgi, sócio da consultoria Value Partners e especialista no mercado de bebidas.

O principal motivo da valorização das pequenas cervejarias está ligado ao bom momento desse setor no país. Depois de passar uma década praticamente estagnado, o mercado de cervejas voltou a crescer no ano passado (cerca de 5%) e deve repetir o mesmo desempenho em 2007. Nesse cenário, as microcervejarias tornam-se importantes, não pelo seu tamanho, mas por aquilo que podem produzir e pelas marcas que possuem. Dessas cervejarias que vêm sendo cortejadas, nenhuma chega a 1% de participação de mercado. Em compensação, elas têm fábricas com razoável capacidade de produção, redes de distribuição estratégicas (em estados cruciais, como Minas Gerais e Rio Grande do Sul) e cervejas de qualidade. Uma das cervejarias mais cobiçadas no momento é a Conti, no interior de São Paulo. Com vendas anuais de 80 milhões de litros, sua participação de mercado é irrisória, de apenas 0,8%. Mas suas fábricas são capazes de produzir até 400 milhões de litros por ano, ou o equivalente a 4% do consumo nacional. Recentemente, a Conti foi sondada pela Petrópolis, dona da marca Itaipava.

Por favor, informe seus dados na caixa à direita para ler o restante do texto.
 
 
Destaques do Portal EXAME
Terminal de pagamento da Redecard
 
 
busca
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.