busca
exame / edição impressa
 

Geração IPO

Entusiasmados com as ofertas iniciais de ações e os resultados da bolsa, jovens investidores mudam a cara da Bovespa
 
Por Eduardo Salgado | 17/05/2007

O paulistano Horácio Ribeiro Jr. tem uma lembrança difusa daquele distante ano de 1990, quando tinha 7 anos. Recorda vagamente os comentários do pai sobre os efeitos do Plano Collor, mas o que realmente ficou marcado na memória foi a derrota do Brasil para a Argentina na Copa do Mundo. O gaúcho Magnus Heck tinha 19 anos quando as ondas provocadas pelas crises da Ásia e da Rússia levaram ao colapso do real, em 1999. Acompanhou o noticiário pela televisão com certo interesse, mas a desvalorização da moeda não mudou em nada a sua vida. A paulistana Renata Basile não tinha nenhum tipo de investimento quando o Brasil sofreu sua última grande crise, em 2002, e a taxa de juro disparou. Investidores como o empresário Ribeiro, o agente de marketing Heck, a coordenadora de eventos Renata e milhares de outros jovens da mesma geração seguem uma lógica totalmente distinta da de brasileiros com mais de 40 anos, gente que ganhou e perdeu dinheiro por causa das oscilações que marcaram a economia brasileira até recentemente. Para uma grande parcela de investidores brasileiros, hiperinflação é um conceito abstrato, economia é sinônimo de estabilidade e investimento é dinheiro aplicado em ações. "É fantástico o interesse que a bolsa está despertando nos mais jovens e em profissionais com menos de 20 anos de carreira", diz Luis Abdal, diretor da Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa) responsável pelo programa de popularização da bolsa. O mercado já chama esse pessoal de "geração IPO", uma referência à sigla que designa o lançamento de ações na bolsa por alguma empresa.

Desde 2003, investir na Bovespa foi a melhor aplicação do Brasil. Para gente como os três jovens da foto, esse período representa a maior parte de sua vida profissional. Por isso, é natural para eles que suas economias acabem fluindo para as ações. A mudança no perfil dos investidores fica evidente quando se olha para a faixa etária de quem põe dinheiro na bolsa. Atualmente, os aplicadores com menos de 40 anos já representam 64% do total de investidores. No final de 2004, a proporção era a inversa -- 65% tinham mais de 40 anos. Nesse mesmo período, o número total de investidores quase dobrou.

Por favor, informe seus dados na caixa à direita para ler o restante do texto.
 
 
Destaques do Portal EXAME
Terminal de pagamento da Redecard
 
 
busca
Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.