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A compra da americana Anheuser-Busch, dona da marca Budweiser, consolidaria a InBev como a maior cervejaria do mundo, com uma receita líquida de 36,4 bilhões de dólares (dados pró-forma de 2007), e ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) de 10,7 bilhões, de acordo com o comunicado da InBev ao mercado, nesta quarta-feira (11/6). O grupo passaria a ter uma capacidade global de 460 milhões de hectolitros de cerveja por ano.
O banco de investimentos Lehman Brothers calcula que esse volume seria suficiente para assegurar 25% do mercado mundial de cerveja. Atualmente, segundo estimativas do banco, a InBev já lidera o setor, com 16% de participação. A compra da Anheuser-Busch a colocaria em uma posição difícil de ser alcançada pelas demais. A inglesa SABMiller, por exemplo, é a segunda maior cervejaria do mundo, com 12% de share, segundo o Lehman Brothers. Para se ter uma idéia do apetite da InBev para consolidar sua posição, a própria SABMiller é apontada pelos analistas como o plano B da cervejaria, caso fracasse a compra da dona da Budweiser.