Buscar

Olá, .

Sair

Para usar o Portal EXAME você precisa estar autenticado

Entrar
?
 
 

Degustação

Esta matéria é exclusiva para assinantes da revista Exame.

Se você é assinante e cadastrado no Passaporte Abril, preencha os seus dados aqui para ver a íntegra do texto:

Ainda não se cadastrou no Passaporte Abril?
Faça isso agora

Assine a Exame e tenha acesso irrestrito ao seu conteúdo na Internet.

Conheça a trajetória de Luiz Eduardo Falco até chegar à presidência da SuperOi

| 05/05/2008

 

Publicidade

Por Malu Gaspar

exame

Desde o início da carreira, Luiz Eduardo Falco já se demonstrava fiel ao tripé que o levou ao comando da supertele: agilidade, agressividade e ambição. O executivo admite não ter paciência para ouvir subordinados inseguros. "Meu pessoal sabe que se não tiver muita certeza do que estiver falando não precisa nem começar a falar". É um adepto das mensagens de texto para trocar idéias e comunicar suas decisões aos executivos. Também reconhece ser ambicioso, e até brinca com esse traço de personalidade. "Sou como aquele personagem do desenho animado Pink e Cérebro, que quer dominar o mundo. Não gosto de limites", afirma ele. Foi com esse espírito que Falco começou a carreira, ainda como estudante e estagiário na Transportes Aéreos Marília, a TAM, que era uma companhia regional. Ele diz que, ao formar-se no ITA, tinha sete propostas de emprego, incluindo as de dois bancos e da Embraer. Assim que completou um ano de estágio na empresa, Falco procurou seu chefe, o brigadeiro Eduardo Pamplona. Disse que tinha outras propostas de emprego, mas queria ficar e ganhar o mesmo que um colega que estava na empresa havia bem mais tempo. "Ele não disse nada, mas naquela mesma noite, numa festa de confraternização, ele me apresentou a outros diretores como o garoto mais petulante que já tinha visto", relembra Falco, que acabou levando o aumento e ficando na TAM por 20 anos.

Na empresa fundada pelo comandante Rolim Amaro, que ele considera um mentor, Falco ascendeu até à vice-presidência. Por anos, ele acalentou o sonho de transformar-se em presidente e fazer da TAM uma grande companhia aérea nacional, com poder de fogo para dominar o mercado latino-americano - e, como diria o personagem do desenho animado, quem sabe o mercado mundial. Um de seus primeiros feitos como funcionário da TAM foi descobrir que havia, em Hong Kong, um estoque de motores de avião usados da China comunista encalhados na mão de um empresário, disposto a vendê-los a preço de banana. Depois de passar por manutenção, os motores poderiam ser usados nas aeronaves da empresa, que estava iniciando sua expansão. Ainda um iniciante, Falco foi enviado a Hong Kong e trouxe os motores para o Brasil, conquistando a confiança do seu chefe direto. Durante anos, foi ele o responsável pela área comercial da companhia, patrocinador de ações de marketing de impacto como a do tapete vermelho e o cartão de fidelidade, que ele trouxe para a TAM, inspirado no sucesso do Smiles. Foi ele quem tomou as rédeas da gestão da crise provocada pela queda de um avião da companhia, em que morreram 99 pessoas em outubro de 1996. Quando o avião caiu, Rolim estava no exterior, e coube a Falco organizar a reação. O executivo foi um dos primeiros a chegar ao local do acidente, ajudou a carregar a caixa-preta do avião e passou várias noites sem dormir durante a crise vivida pela companhia. Falco diz que esse foi um dos momentos mais tensos e traumáticos de sua vida profissional.

Por favor, informe seus dados na caixa à direita para ler o restante do texto.
 

Links Patrocinados

 
 
 

Copyright © 2008, Editora Abril S.A. -
Todos os direitos reservados. All rights reserved.