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Depois da Vale, nenhuma empresa brasileira se beneficia tanto dos preços estratosféricos do minério de ferro quanto a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). A siderúrgica é dona de Casa de Pedra, uma das maiores jazidas de ferro do país, localizada em Minas Gerais. A mina possui reservas comprovadas de 1,6 bilhão de toneladas e terá capacidade para produzir 85 milhões de toneladas ao ano quando atingir seu auge, a partir de 2013. Mas, agora, a CSN enfrenta um dilema: promover a maior oferta inicial de ações (IPO) da história do mercado brasileiro ou vender uma parte de Casa e Pedra para um investidor estratégico?
O IPO de Casa de Pedra é aguardadíssimo pelo mercado. Segundo a corretora Ágora, a mina vale 17,9 bilhões de dólares. Alguns especialistas estimam que a CSN poderia embolsar com a venda de parte de suas ações da mina nada menos do que 10 bilhões de dólares, ou 16,6 bilhões de reais, pelo câmbio desta quarta-feira (27/2). Se confirmados os valores, seria o maior IPO já realizado no Brasil, deixando bem para trás a atual recordista - a Bovespa Holding, que captou 6,626 bilhões de reais no ano passado.
Para chegar a valor tão vultoso, os analistas apostam que a Casa de Pedra e a Nacional de Mineração S.A. (Namisa, a empresa de mineração da CSN) seriam reunidas em uma única companhia, que depois iria a mercado. Para valorizar ainda mais o conjunto, parte da infra-estrutura de logística da CSN, como uma fatia dos 32% que a siderúrgica detém na MRS Logística, também poderia compor a nova empresa. Juntas, essas minas produziriam 30,5 milhões de toneladas de minério de ferro em 2008 (incluindo compras de terceiros), número que deve crescer exponencialmente nos próximos anos.