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Se no passado a TAM seguiu a Gol, aderindo ao modelo de baixo custo para ganhar competitividade nos vôos domésticos, agora é a vez da Gol copiar o modelo da concorrente para conquistar espaço no mercado internacional por meio da Varig, comprada pela companhia em março do ano passado. Após anunciar um prejuízo de 24 milhões de reais no quarto trimestre de 2007 e suspender os vôos da Varig para três destinos no exterior, a Gol decidiu investir em parcerias com companhias aéreas de outros países para fortalecer seus negócios.
De acordo o presidente do grupo, Constantino de Oliveira Junior, já estão em andamento negociações com a francesa Air France e com as espanholas Iberia e Air Europa. "Não temos a intenção de elevar a quantidade de rotas para a Europa. Preferimos manter apenas os vôos para Paris e Madri e, por meio das parcerias, distribuirmos passageiros por todo o continente, além de Ásia e África", diz Oliveira Junior.
Recentemente, a Gol informou que suspenderia os vôos da Varig para Londres, Roma e Frankfurt. Na América do Sul, em contrapartida, a Gol deixará de fazer vôos diretos do Brasil para o Chile e o Peru - rotas já atendidas pela Varig. Para os analistas, a reestruturação das rotas mostra que a Gol subestimou a concorrência no mercado internacional, representada pela TAM e pelas companhias estrangeiras. Com isso, passou a voar com baixas taxas de ocupação nesses trechos.