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Apontado como responsável pela espantosa recuperação da Fiat observada desde 2004, o presidente mundial da montadora italiana, Sergio Marchionne, diz que seu principal objetivo nos próximos anos é reduzir a distância que existe hoje entre a empresa e a japonesa Toyota. Em entrevista exclusiva a EXAME, ele também afirmou que no mundo atual é preciso agir muito rápido. Um bom exemplo disso, afirma ele, foi o desenvolvimento do modelo Fiat Cinquecento em apenas 21 meses, um prazo considerado inicialmente impossível por muito dos engenheiros da empresa. Veja abaixo a íntegra da entrevista:
EXAME - Quando você chegou na Fiat, que tipo de empresa encontrou? Quais eram suas prioridades de "resgate"?
Sergio Marchionne - Encontrei uma organização estruturada. Existia uma posição de comando muito clara e todo mundo sabia quem era seu chefe, o que ajudou bastante. O único problema é que essa estrutura era concebida para lidar com questões relativas a comando e controle e, não com o mercado. Parecia um exército que não sabia quem era o inimigo.