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Depois de passar o comando da siderúrgica da família ao filho André, o empresário Jorge Gerdau dedica-se a convencer políticos de todas as esferas a adotar ferramentas de gestão para melhorar a máquina pública. Nesta entrevista exclusiva a EXAME, Gerdau fala de como tomou contato com as ferramentas de qualidade, nos anos 70, os resultados obtidos no Grupo Gerdau e no governo do Rio Grande do Sul, até como se tornou o porta-voz de um movimento que se espalha por todo o país.
EXAME - Quando o senhor entrou em contato com a gestão pela qualidade?
Jorge Gerdau - No final dos anos setenta, início dos oitenta, a Gerdau fez acordos de transferência de tecnologia com algumas empresas do Japão, como a Nippon Steel e outras. Nós já trabalhávamos com o Vicente Falconi e o José Godoy, que eram professores de metalurgia na Universidade Federal de Minas Gerais.