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Com a expansão das operações em outros países, as companhias enfrentam cada vez mais o desafio de conter as fraudes internacionais - aquelas cometidas por funcionários e fornecedores das subsidiárias. Mas, apesar da preocupação com o assunto, a maior parte das empresas não está preparada para evitar ou investigar uma fraude, segundo uma pesquisa da consultoria KPMG divulgada nesta quarta-feira (23/5).
O estudo ouviu 100 executivos do alto escalão de multinacionais de 21 países, incluindo o Brasil. Do total, 92% afirmaram que o número de fraudes envolvendo subsidiárias não deve recuar no próximo ano. Apesar da preocupação, 56% admitiram que sua empresa não conta com processos adequados de investigação de irregularidades em operações em outros mercados.
Segundo Márcia Klinke, diretora da área de investigação da KPMG, a diferença entre as expectativas e a existência de mecanismos de controle ocorre porque as empresas priorizam outras áreas em seus orçamentos, como a de vendas. Um reflexo da situação é a falta de treinamento para o pessoal dedicado ao controle de fraudes. Apenas 48% dos participantes da pesquisa informaram que a equipe de investigação de fraudes recebeu treinamento nos últimos seis meses. Outros 27% declararam que não houve treinamento no último ano.