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O tão aguardado IPO (oferta inicial de ações, na sigla em inglês) da Visanet pode favorecer a valorização das ações do Bradesco e do Banco do Brasil, os dois principais sócios da maior empresa de processamento de transações com cartão do Brasil. Já os papéis da Redecard, vice-líder nesse mercado, podem sofrer com uma possível pressão vendedora por parte de investidores interessados em comprar ações da concorrente.
Ainda não há data para a realização do IPO. Até agora, a Visanet só registrou na Comissão de Valores Mobiliários seu pedido para a abertura de capital. A CVM costuma levar 20 dias úteis para analisar a documentação, mas o cronograma do IPO também depende de outros fatores. Um pedido de documentos adicionais pela CVM ou uma conjuntura desfavorável no mercado poderiam adiar a oferta. A empresa, no entanto, tem até o dia 28 de outubro para realizar o IPO com a apresentação dos dados de seu balanço do segundo trimestre. A pós essa data, a Visanet teria que entregar o balanço de julho a setembro para fazer a oferta de ações. Para a corretora do Unibanco, o mais provável é que o IPO ocorra em cerca de um mês e meio.
A quantidade de ações da Visanet que será vendida também não foi definida, mas já se sabe que a oferta será secundária. Isso significa que os atuais sócios da Visanet - Bradesco (39,76% do capital), Banco do Brasil (32,02%), Santander ABN Amro (14,03%), Visa (10%) e outros (4,19%) - vão vender parte das ações que possuem na empresa. A Fator Corretora acredita que serão negociadas 25% das ações da Visanet - ou o mínimo suficiente para ela fazer parte do Novo Mercado da Bovespa.