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A agressividade dos vencedores do leilão da usina hidrelétrica de Jirau, nesta segunda-feira (19/5), não foi bem recebida pelo mercado. Para superar o grupo favorito, liderado pela Odebrecht e por Furnas, o consórcio encabeçado pela Camargo Corrêa, Suez e Chesf propôs um preço de 71,40 reais por megawatt/hora para o mercado cativo. O valor é 21,5% menor que o preço-teto do leilão, de 91 reais. Para os analistas, a cifra coloca em dúvida o potencial de retorno aos sócios. "Consideramos que, nas atuais condições, o projeto de Jirau será um destruidor de valor, à medida que o retorno nominal estimado para a usina se situa abaixo do custo de capital das empresas participantes", afirma relatório da corretora Ativa.
De acordo com a Ativa, com o preço de 71,40 reais oferecido pelos vencedores, a taxa interna de retorno do projeto ficará em 7,4% ao ano. Para o cálculo, a corretora considerou que a energia será negociada no mercado livre por 120 reais por MWh. Segundo a Ativa, ela será menor que o custo financeiro dos participantes. O custo médio ponderado de capital (WACC, na sigla em inglês) da Tractebel, por exemplo, é de 11,3% ao ano. "Acreditamos que, em especial, a Tractebel terá suas ações penalizadas pelo resultado do leilão no curto prazo", afirma a corretora. A Ativa vai revisar o preço-alvo das ações, atualmente em 30,71 reais para dezembro.