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Muita coisa mudou no mercado financeiro brasileiro desde que a Geração Futuro lançou seu primeiro clube de investimentos, em novembro de 2000. Mesmo sendo uma das corretoras mais populares da Bovespa, a instituição demorou mais de cinco meses para conseguir reunir os 150 cotistas que formariam o clube pioneiro. Muitos desses investidores eram familiares e amigos dos próprios funcionários da corretora. Quem colocou seu dinheiro no clube, entretanto, não pode estar descontente. O retorno acumulado em menos de oito anos alcançou 1.271% - mais do que o triplo do Ibovespa.
A corretora gaúcha também colheu frutos dos lucros alcançados por seus clientes. Atualmente, 150 é o número de pessoas que procuram a corretora a cada dia com o objetivo de investir na bolsa. O volume de recursos sob gestão da Geração Futuro cresceu de 200 milhões de reais em 2002 para 6,9 bilhões ao final do mês passado. Já o número de clientes de seus fundos e clubes de investimento avançou de 1.400 para 57.000 no mesmo período. O crescimento foi tão expressivo que a área de gestão de recursos já representa 80% dos negócios da Geração Futuro - instituição que nasceu como corretora em 1994.
Para aproveitar melhor o potencial desse mercado, a Geração Futuro vai anunciar nesta quinta-feira (15/05) a criação de um banco de investimento. Inicialmente a nova instituição financeira vai englobar a área de gestão de recursos de terceiros, que será separada da corretora. O banco nascerá com um capital de 20 milhões de reais e terá 150 funcionários - contra 70 que continuarão na corretora.