Fim da CPMF torna investimentos mais rentáveis; veja simulações
| 28/12/2007
Os mais beneficiados pelo fim da contribuição em 2008 serão os investimentos de curto prazo
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Por Ana Paula Greghi
exame
O fim da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira) trouxe vantagem para os brasileiros que mantêm investimentos ou qualquer relação com instituições financeiras, sobretudo, para o investidor que faz saques no curto prazo. A isenção da alíquota de 0,38% a partir de janeiro de 2008 barateia os custos de todo o dinheiro que circula no mercado financeiro, fazendo diferença no bolso investidor. "Essa alíquota engolia uma boa parte da rentabilidade", explica o professor de finanças da FEA- USP e do Ibmec -SP, Ricardo José de Almeida.
No âmbito dos investimentos, o aplicador deixará de pagar alíquota na hora da aplicação, tanto para investir em caderneta de poupança quanto em fundos. Os fundos já tinham as vantagens da conta investimento para transitar livremente entre as aplicações, mas na aplicação inicial, da conta corrente para a conta investimento incidia CPMF. Além disso, se um poupador decidisse aplicar em fundos ou ações e, arrependido, decidisse voltar à caderneta, bancaria mais uma CPMF. Desde quando entrou em vigor, em 1997, a CPMF incidia sobre todas as movimentações bancárias. A exceção era em negociação de ações na Bolsa, saques de aposentadorias, seguro-desemprego, salários e transferências entre contas correntes de mesma titularidade.