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O biodiesel pode não atrair a mesma atenção que o etanol na busca por combustíveis mais limpos, mas, pelo menos na Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa), é o que mais se destaca. Das três empresas de biocombustíveis listadas no pregão paulista, a Brasil Ecodiesel, maior produtora nacional de biodiesel, é a que apresenta o melhor desempenho nos últimos meses. Já a Cosan e a São Martinho, voltadas à produção de etanol, sofrem com a depreciação do preço do açúcar no mercado mundial - ainda a maior fonte de receita dessas companhias.
Nesta quinta-feira (12/7), as ações ordinárias (com direito a voto) da Brasil Ecodiesel fecharam cotadas a 14,45 reais. Se considerado o pior momento dos papéis, quando chegaram a ser cotados a 8,80 reais em 22 de março, a alta acumulada é de 64,2%. No mesmo período, as ações da Cosan acumularam baixa de 14,8% e as da São Martinho, de 12,5%.
A valorização dos papéis mostra que a Brasil Ecodiesel superou sua tumultuada estréia no mercado de capitais. Após uma oferta inicial de ações complicada, com dúvidas no mercado sobre a governança corporativa da empresa, os papéis saíram com um preço inicial de 12 reais, bem abaixo do valor mínimo avaliado pelos coordenadores (17 reais). "A perspectiva do mercado de biodiesel sustenta uma avaliação mais otimista dos papéis", afirma Marcos Paulo Fernandes Pereira, analista de investimentos da corretora Fator. A corretora projeta um preço-alvo de 19 reais para o papel no final de abril de 2008, e apresenta recomendação de compra aos investidores. O valor está na faixa superior das projeções das corretoras. O menor preço-alvo projetado pelos analistas para o período é de 16 reais.