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Os investidores de varejo parecem estar cada vez menos eufóricos com a corrida das empresas para a Bolsa de Valores de São Paulo (Bovespa). De janeiro até o início de julho, 32 companhias realizaram ofertas iniciais de ações (IPOs, na sigla em inglês). Desse total, nove ainda não encerraram a operação. Os 23 IPOs já concluídos mostram que o número de pessoas físicas participantes está caindo em um ritmo acelerado. Da estréia da construtora PDG Realty, em janeiro, à listagem da empresa de shoppings BR Malls, em abril, cada um dos 12 IPOs realizados no período atraiu uma média de 16.814 pessoas físicas. As 11 operações seguintes atraíram o interesse de apenas 8.048, uma queda de mais de 50% (veja tabela no fim da reportagem).
Outro número ilustra a tendência de baixa dos investidores de varejo - o valor total subscrito por eles em cada operação. Geralmente, as empresas reservam de 10% a 20% das ações para venda ao varejo. Entre a PDG Realty e a BR Malls, as pessoas físicas representaram mais de 10% do valor captado em nove dos 12 IPOs. Nas 11 operações posteriores, apenas uma - a da Fertilizantes Heringer - registrou adesão de 11%. As demais ficaram abaixo de 10%.
Analistas apontam vários fatores para o fim da febre de IPOs. A principal é a queda da rentabilidade inicial. No primeiro trimestre deste ano, ações de algumas ofertas chegaram a subir dois dígitos no primeiro dia de pregão. Os papéis da GVT Holding, por exemplo, estrearam com alta de 27%. Os da São Martinho subiram 18%, e os da Rodobens Negócios Imobiliários, 17%. O ápice do interesse dos investidores ocorreu no IPO da usina São Martinho, que atraiu 24.369 pequenos investidores.