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Vale do Rio Doce vai abrir o capital de sua companhia de logística

| 25/05/2007

Listagem da Log-In no Novo Mercado da Bovespa envolverá a venda de 48,395 milhões de ações ordinárias, entre a distribuição primária e secundária

 

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exame

A Companhia Vale do Rio Doce vai abrir o capital de sua companhia de logística, a Logística Intermodal (Log-In). Com a operação, sua participação no capital social da empresa deverá baixar dos atuais 94,2% para menos de 50%. A listagem envolve a venda de 48,395 milhões de ações ordinárias, composta pela distribuição primária de 27,053 milhões de papéis, e da oferta secundária de 21,2342 milhões de títulos. De acordo com o prospecto preliminar divulgado nesta sexta-feira (25/5), o preço de venda deverá ficar entre 12,75 reais e 15,75 reais por ação.

Se for considerado o valor médio das estimativas, 14,25 reais por papel, a Log-In captará recursos líquidos de aproximadamente 379,576 milhões de reais - sem considerar o lote suplementar que poderá ser lançado no mercado, se houver demanda dos investidores. Segundo a empresa, do total, 221,975 milhões de reais (cerca de 60% dos recursos) serão aplicados na expansão dos serviços de navegação costeira. O segmento é o principal filão de mercado da Log-In. Em 2005 (dados mais recentes), a navegação costeira respondeu por 51,6% da receita de 319,4 milhões de reais da empresa, que também atua em outros mercados, como operação de terminais intermodais.

Atualmente, a empresa opera rotas costeiras entre Fortaleza e Buenos Aires, sendo responsável pelo deslocamento de contêineres entre portos sul-americanos. O transporte é feito com cinco navios fretados da Frota Oceânica e Amazônica S.A. Segundo a companhia, a capacidade de operação está próxima de 100%. Para atender ao aumento da demanda, a Log-In está negociando com estaleiros do Brasil a construção de cinco navios de maior capacidade. A estimativa é que sejam investidos até 340,4 milhões de dólares na aquisição das embarcações. Parte dos recursos poderá ser financiada pelo Fundo da Marinha Mercante, cujas linhas de crédito cobrem até 90% de um projeto.

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