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Dono de uma economia diversificada e em fase de crescimento, o Brasil, que conta com a promessa de um aumento no faturamento de petróleo, encontra-se em boa posição para aumentar o orçamento militar.
Geograficamente, o Brasil enfrenta um desafio importante em assegurar controle sobre fronteiras porosas nas profundezas da Amazônia. O Brasil tem progredido em fechar acordos com Estados vizinhos como Bolívia e Colômbia para criar postos conjuntos de fronteira a fim de combater o contrabando e atividades guerrilheiras, ambos desafios rotineiros nos territórios brasileiros mais remotos. Tais postos de fronteira são úteis do ponto de vista da localização, mas as dificuldades logísticas lá existentes requerem uma presença militar muito mais intensiva. Brasília também deve expandir sua capacidade para enviar tropas e suprimentos para essas áreas remotas.
Tal situação é emblemática da dinâmica militar na América do Sul, em que tanto a geografia quanto as fronteiras do continente não exigem armas e equipamentos de última geração. Assim como a Colômbia tem aprendido, o treinamento apropriado de soldados profissionais pode ser usado efetivamente no combate de um dos mais tenazes desafios de segurança da América do Sul - grupos militantes e insurgentes que se abrigam em lugares remotos.