Esta matéria é exclusiva para assinantes da revista Exame.
Se você é assinante e cadastrado no Passaporte Abril, preencha os seus dados aqui para ver a íntegra do texto:
Ainda não se cadastrou no Passaporte Abril?
Faça isso agora
Assine a Exame e tenha acesso irrestrito ao seu conteúdo na Internet.
exame
Após um longo período de inflação baixa, o Brasil voltou a experimentar pressões generalizadas de preços neste ano. O maior foco de inflação ainda está concentrado nos preços de matérias-primas e combustíveis. É inevitável, no entanto, que os aumentos das commodities acabem, uma hora ou outra, tendo impacto nos custos da indústria de transformação. O repasse dos preços para o consumidor seria então inevitável, a não ser que a empresa consiga cortar internamente os custos correspondentes aos aumentos das matérias-primas.
A inflação foi o principal preocupação manifestada por empresários durante a cerimônia de premiação da 35ª edição do anuário MELHORES E MAIORES. Em discurso, o ministro Guido Mantega (Fazenda) disse que vai combater com firmeza a inflação. Para ele, além dos juros, o governo tem outras armas para atacar a alta dos preços, como a elevação do superávit primário e aumento de impostos como o IOF.
Para explicar o impacto da inflação sobre empresas e consumidores, o Portal EXAME conversou com executivos de duas das maiores empresas de bens de consumo do país, a Alpargatas e a Natura. Veja abaixo os principais trechos da entrevista com o presidente da Alpargatas, Márcio Utsch, e o vice-presidente de Operações e Logística da Natura, Paulo Lalli: