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Mesmo que se empenhe, o governo não conseguirá compensar o fim da CPMF apenas com cortes de gastos e contenção de investimentos. Para cobrir parte dos 40 bilhões de reais que deixarão de ser arrecadados com a contribuição, haverá aumento da alíquota de alguns impostos. A avaliação é do ex-ministro da Fazenda Mailson da Nóbrega, atual sócio da Tendências Consultoria. "O governo Lula elevou sistematicamente os gastos correntes e ficou sem margem de manobra", diz. Confira, a seguir, a entrevista concedida ao Portal EXAME:
Portal EXAME - Como o senhor avalia a não-prorrogação da CPMF?
Mailson da Nóbrega - O resultado geral é ruim para a economia, ao contrário do que a maioria pensa. O governo não tem margem para compensar as perdas de 40 bilhões de reais apenas com corte de gastos. Se a CPMF fosse extinta há cinco anos, não haveria problemas, porque a arrecadação subiu nesse período. Mas o governo Lula elevou sistematicamente os gastos correntes e ficou sem margem de manobra.