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Em meio a 178 países, o Brasil é aquele em que as empresas precisam gastar mais tempo em atividades como análise de documentos, preenchimento de formulários e estudos jurídicos para estar em ordem com suas obrigações tributárias, revela estudo divulgado nesta sexta-feira, pelo Banco Mundial, em parceria com a consultoria americana PricewaterhouseCoopers e a International Finance Corporation.
Intitulada "Paying Taxes 2008", a pesquisa também aponta o tempo de trabalho consumido em meio aos meandros dos impostos como o fator que pesou mais negativamente para o Brasil se classificar em 137º lugar, num ranking de simplicidade do sistema tributário, com os mesmos 178 países - quanto mais para baixo da lista, mais complexo é o sistema daquele país. Além desse quesito foram avaliados a quantidade de impostos, item no qual o Brasil ficou em 24º lugar, e o custo total desses tributos, avaliação na qual o país ficou 158º posto.
Analistas da PricewaterhouseCoopers elaboraram os cálculos com base num estudo de caso único para todos os países: a partir de uma hipotética fabricante e varejista de vasos, com 60 empregados e faturamento proporcional à renda per capita de cada país, os responsáveis pela pesquisa mapearam como seria o balanço tributário da companhia, submetido às regras que incidem sobre as empresas reais. No caso brasileiro, a fabricante de vasos precisaria dispor de 2600 horas de trabalho por ano para cumprir com suas obrigações, 20% a mais do que na penúltima colocada, a Ucrânia, onde o número de horas fica em 2085. O índice brasileiro é muito desproporcional inclusive em relação ao de outros países subdesenvolvidos. Na vizinha Argentina, por exemplo, que ficou em 159º lugar, são necessárias 615 horas por ano, menos de 25% do tempo no Brasil.