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A entrada em operação de Angra 3, prevista para 2013, e o grande acúmulo de resíduos contaminados levaram o governo a propor a criação de uma estatal para gerenciar os rejeitos radioativos. A nova companhia faz parte de um plano de ação do Ministério de Ciência e Tecnologia e seria constituída antes da entrada em operação de Angra 3, em 2013.
Se criada, como quer a Comissão Nacional de Energia Nuclear (Cnen), a estatal terá como função administrar o material de baixa e média radioatividade gerado por usinas, hospitais, universidades, centros de pesquisa e indústria em depósitos intermediários e finais. Hoje o Brasil acomoda esses resíduos resultantes da produção de energia em depósitos iniciais dentro da própria Central Nuclear Almirante Álvaro Alberto, que reúne Angra 1, Angra 2 e as obras de Angra 3. Já os resíduos vindos de outras atividades, como os hospitais e indústria, são recolhidos e levados para depósitos intermediários, sob responsabilidade da Cnen.